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Classificações de salas limpas em GMP

Classificações de salas limpas definem as concentrações máximas permitidas de partículas transportadas pelo ar em ambientes de fabricação farmacêutica. Estas classificações são críticas para controlar a contaminação e garantir a esterilidade do produto, especialmente para produtos estéreis.

O que são classificações de salas limpas?

As salas limpas são classificadas de acordo com o número de partículas por metro cúbico de ar em tamanhos de partículas especificados. A norma internacional ISO 14644-1 define classes de ISO 1 (ultralimpo) até ISO 9 (ar ambiente), enquanto o Anexo 1 de GMP da UE (revisão de 2022) define quatro graus microbiológicos — Grau A, B, C e D — alinhados com as classes ISO para fabricação asséptica.

Marco Regulatório

Anexo 1 das GMP da UE é o padrão mais influente para salas limpas de fabricação estéril, adotado amplamente além da Europa por meio do PIC/S. A FDA faz referência ao 21 CFR Parte 211.42(c) para projeto de instalações e usa a Diretriz de Processamento Asséptico (2004) que se alinha estreitamente com o Anexo 1. ISO 14644 fornece a classificação técnica e métodos de teste adotados por todos os principais reguladores.

Principais requisitos

O Grau A é a zona crítica para operações de alto risco, como enchimento asséptico, e requer ISO 4.8 em repouso (máximo de 3.520 partículas ≥0,5 µm/m³). O Grau B fornece o ambiente de fundo para o Grau A e requer ISO 5. Os Graus C e D atendem a etapas menos críticas: O Grau C requer ISO 7 em repouso e ISO 8 em operação, enquanto o Grau D requer ISO 8 em repouso. Limites viáveis ​​de monitoramento (microbiológicos) também são especificados para cada grau.

Implementação prática

As instalações mantêm a limpeza por meio de ar filtrado por HEPA fornecido por meio de fluxo unidirecional para zonas de Grau A, com diferenciais de pressão em cascata dos graus mais altos para os mais baixos. O comportamento do pessoal, a vestimenta e o fluxo de materiais devem evitar a contaminação através dos limites de classificação. O monitoramento de rotina com contadores de partículas e placas de sedimentação verifica a conformidade contínua.

Armadilhas Comuns

Um erro frequente é não manter distinções de grau durante operações dinâmicas – por exemplo, quando os movimentos de pessoal no Grau B comprometem a zona circundante de Grau A. Outro problema são os testes de recuperação inadequados, que verificam se uma sala retorna ao seu estado classificado após uma intervenção ou violação.

Conclusão

A classificação e o monitoramento corretos da sala limpa são fundamentais para a conformidade com as BPF para produtos estéreis. Compreender a interação entre as classes ISO e os graus GMP da UE garante que as instalações sejam projetadas, operadas e mantidas para proteger a qualidade do produto durante toda a fabricação.